dezembro, 14.

o que digo aqui não tem importância alguma as criancinhas continuam morrendo de fome na esquina e tudo segue seu curso artificialmente natural mas o que digo aqui não tem importânica alguma importam mais os devaneios da pequena jovem que pondera questões existencialistas embasadas em suas leituras feitas ao fim da tarde de tédio e ócio invejáveis pequenas jovens conseguem fazer que qualquer coisa sem importância alguma seja alguma coisa sem importância o único olho que me observa é o de um gaiato prostrado do outro lado da rua mas seus fins são outros os meus fins não os tenho possuo meios intermináveis meios os quais ninguém lê admira ou se manifesta pois são meios de absoluto nada fantasiado de turbilhão cotidiano invejáveis pequeninas com seus nojos de insetos bueirentos tão femininas e com incrível capacidade de escrever com pontuação correta nos períodos